terça-feira, 29 de maio de 2012

A valorização imobiliária no Brasil


Você tem a impressão de que os imóveis andaram se valorizando muito nos últimos anos, certo? Pois é verdade, nos últimos cinco anos, em São Paulo, eles mais que dobraram de preço, o que os tornou um excelente negócio para quem quer investir. Segundo uma pesquisa muito interessante realizada pelo site Global Property Guide, que auxilia investidores internacionais do ramo, no ano de 2011, nosso país teve uma valorização imobiliária nominal de 27,82% em relação a 2010, ficando atrás apenas da Índia, cujo índice ficou em 35,77%. 

Este ranking avaliou o desempenho imobiliário de 35 países e apontou que o que acontece no Brasil e na Índia é bem diferente do que está ocorrendo nos demais países do mundo. Descontada a inflação da variação dos preços, 22 dos 35 países registraram queda nos valores dos imóveis. Em 21 deles, o desempenho foi ainda pior que em 2010.

A explicação dos especialistas para este fenômeno envolve, sem dúvida, a crise mundial, que gera falta de confiança do consumidor, desemprego e a preocupação com o alto endividamento dos países ricos. No Brasil, o que vemos, ao contrário, é uma situação extremamente favorável. Em relação aos outros países, nossa economia está bem. Os níveis de emprego são os melhores dos últimos anos. O Banco Central passa por um ciclo de redução das taxas de juros, o que é positivo para o mercado imobiliário.

Temos tido incentivos no setor da construção. Desoneração de impostos dos produtos, como é o caso do IPI, programas de habitação para os menos favorecidos, como é o caso do
Minha Cada Minha Vida, tudo isso aquece o mercado em sua base. Assim, a demanda por imóveis anda muito forte.

E a tendência é de que esta valorização se mantenha. Temos espaço para que o crédito imobiliário se expanda. Avançamos um pouco neste sentido, mas nosso crédito disponível ainda é muito baixo, se compararmos a outros países. No Brasil, o valor total dos empréstimos para compras de imóveis soma perto de 4% do PIB, enquanto que em países como México, temos 18% e Chile, 11%. Além disso, o empréstimo aqui ainda é caro, custam ao menos 11% ao ano, contra 4% no exterior.

Um outro ponto que também tende a puxar os preços para cima é a briga das incorporadoras pelos terrenos, especialmente em cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo. A valorização destes acaba repassada para o preço dos imóveis novos.

Um outro aspecto que ajuda a manter a valorização imobiliária é que faltam imóveis comerciais no Brasil.O país está crescendo e faltam salas comerciais, galpões, enfim, diferentes tipos de instalações. Assim, muita demanda e pouca oferta, os preços.... sobem!

As construtoras argumentam também que o custo da construção tem ficado mais caro. O preço da mão de obra, a falta de profissionais qualificados, bem como a contratação das máquinas, e outros, têm subido ao longo dos anos, o que foi traduzido para o preço final dos imóveis, especialmente dos novos. A exceção são os materiais de construção, cujos preços têm subido abaixo da inflação.

Essas são algumas das razões para que os preços dos imóveis aqui fiquem mais caros. Como membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, temos discutido este tema.

*Cláudio Elias Conz é presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), do Sincomaco (Sindicato do Comércio Atacadista de Materiais de Construção do Estado de São Paulo), do IBSTH (Instituto Brasileiro de Serviços e Tecnologia na Habitação). Ex-presidente do CTECH (Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação - ligado ao Ministério das Cidades), é também membro do Conselho Curador do FGTS, do Grupo de Acompanhamento da Crise e presidente da Câmara da Construção da Fecomércio de 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Requinte e aconchego aliados na sala de jantar


A Sala de Jantar projetada pelas designers de interiores Fatima Mesquita, Márcia Albieri e Regina Amaral, da Scala Design, na Casa Cor Goiás é um dos ambientes destaque da mostra. O tema principal do evento é: Moda, Estilo e Tecnologia. O espaço tem 30 m² e foi inspirado na Chanel. Na sala de jantar o que mais chama a atenção dos visitantes são os pratos personalizados, a cortina de linho com detalhes em ponto ajour e o porcelanato Eliane Parquet, da coleção High Stone, com decoração digital e que apresenta o efeito das madeiras enceradas. O ambiente ainda conta com um jardim vertical.
A Casa Cor Goiás acontece em uma casa na Praça T-23, apresenta 41 ambientes aonde os 59 profissionais renomados demonstram os últimos lançamentos e ideias de como morar bem. A mostra está aberta ao público até o dia 26 de junho.

Abaixo confira as dicas do Rei da Construção.

 - Qual a inspiração para compor o ambiente?
O Rei da Construção: Como o tema é a moda, a nossa inspiração foi a Chanel, elegância com praticidade. Mesa de jantar com linhas retas e cadeiras em linho e costuras em alfaiataria. Tons claros com destaque para a cor do teto, uma cor mais escura trazendo ao ambiente aconchego.
 

- O que pretendem transmitir com o ambiente?
O Rei da Construção: Mostrar que um ambiente de jantar pode ser elegante, mas funcional. Que o aconchego pode ser usado com bom gosto e o clássico usado com o moderno bem dosado.

- Qual produto Eliane é utilizado no espaço?
O Rei da Construção: O revestimento Eliane que imita a madeira, o Parquet, lançamento deste ano, dá um toque clássico e sofisticado ao espaço, além de ser muito prático em sua manutenção.

- Quais as novidades apresentadas no ambiente (tecnologia, decoração, móveis)?
O Rei da Construção: O porcelanato Eliane, o revestimento da parede com  pedras naturais pintadas ouro envelhecido e  o vidro.

- Na opinião de vocês quais os benefícios que os revestimentos cerâmicos proporcionam aos projetos?
O Rei da Construção: Atualmente os pisos e revestimentos cerâmicos com sua nova tecnologia têm oferecido muitas opções, como por exemplo, imitação de madeira. Com tudo isto, aliado a praticidade os revestimentos são ótimas opções para nossos projetos.
 

Projeto ousado na Coreia do Sul tem piscina suspensa


Com curvas ousadas e aberturas que privilegiam a iluminação natural, o projeto denominado Cocoon Casa, na Coreia do Sul, é destaque em condomínio de luxo. Os orientais se destacam  por prezaram os detalhes e este projeto arquitetônico é um bom exemplo: a piscina suspensa e o jardim no telhado revelam novas tendências em construção.  O condomínio de luxo foi concebido como um retiro, um local para descanso além de utilizar materiais ecológicos em suas obras.
A casa é toda inteligente, dependendo do clima ou do horário as janelas do bloco central se fecham ou abrem automaticamente, regulando a temperatura interna do ambiente.


A residência conta com uma salde de conferências, um pequeno atelier, uma biblioteca e uma galeria privada, além de espaços, permitindo que os moradores de combinar trabalho e lazer em um edifício. O telhado verde proporciona conforto térmico e gerencia a água da chuva. A obra está prevista para ser concluída em 2015.

PROMOÇÃO: IMPERDÍVEL NO REI DA CONSTRUÇÃO.



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terça-feira, 22 de maio de 2012

Repleto de personalidade


É possível deixar o hall de entrada do apartamento personalizado e interessante, agregando, assim, maior valor e sofisticação não apenas a este espaço, mas também ao imóvel
Nos halls projetados pela designer de interiores Iara Santos, os revestimentos de parede é um dos grandes destaques
Em apartamentos, o hall pode ser um diferencial. Quando bem decorado, pode deixar a entrada suntuosa, aconchegante e cheia de presença. Contudo, ainda há muitas dúvidas sobre este espaço. Como decorá-lo? Pode-se aderir uma decoração diferente daquela empregada em outros andares do prédio? Profissionais da área de decoração e do direito esclarecem questões que permeiam o tema.
Antes de qualquer coisa, é necessário conhecer as peculiaridades da propriedade condominial, que se divide basicamente em duas: área privativa e área comum. A primeira é particular. Mesmo assim, o proprietário não pode gozar dela livremente, e deve obedecer às regras condominiais e legislação em vigor. Já a área comum pertence a todos, mas ninguém tem o direito de dispô-la de forma independente, sendo necessária deliberação em assembleia.
Se o hall está localizado na área privada do condomínio, pertencente ao morador, este pode decorá-lo como bem entender? O advogado Renato Horta garante que sim, mas faz algumas ressalvas. “O hall pode ser alterado de acordo com as necessidades dos moradores, desde que as eventuais obras não comprometam a segurança do edifício, bem como não venha a alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrilhas externas”, explica.
O proprietário pode optar por um design diferente daquele empregado pelo vizinho? “É permitida a decoração do hall diferente por andar, em área comum, com objetivo de embelezamento, desde que inexista vedação na convecção condominial e ocorra aprovação de dois terços dos condôminos. A mesa regra vale para o hall do edifício”, esclarece Renato.
Para destacar o hall, a arquiteta Renata Basques não abre mão de um bom projeto luminotécnico
Além das muitas dúvidas sobre a possibilidade de personalização do hall do apartamento, outras surgem em relação à decoração. Qual tendência aplicar? O que deve ser evitado? O que não pode faltar? A arquiteta Renata Basques e a designer de interiores Iara Santos têm dicas valiosas.
“Os halls de apartamentos compartilhados não devem possuir muita informação, cores fortes, papéis de parede de estampas e tapetes com desenho. Enfim, devemos pensar em uma decoração atemporal, clássica, com cores claras, já que o espaço é pequeno”, destaca Renata. A profissional salienta ainda que boa iluminação, de preferência com sensores, arandelas, marcação de portas e acesso não podem faltar.
Iara lembra que optar por materiais de fácil manutenção é uma boa pedida. “O revestimento da parede é o foco dos meus projetos. O uso de adornos e mobiliário deve ser moderado, por isso, uma excelente ideia é inserir quadros de obras de arte nas paredes, para um toque sutil e, ao mesmo tempo, grandioso. O hall também deve ser parecido com o restante do apartamento, pois ele é a entrada da casa e confere uma prévia do que o visitante vai encontrar. Vale caprichar nos detalhes, para maior requinte e sofisticação”, ensina Iara.
A arquiteta Renata Basques encerra com mais dicas. “Espelhos são sempre bem – vindos no hall. Um papel de parede de textura em tecido torna o ambiente aconchegante. Revestir esse espaço com carpete é outra opção interessante”, lembra.

O imóvel foi entregue, mas não tem dinheiro para mobiliar? Saiba o que fazer


Uma das maiores conquistas dos brasileiros é a realização do sonho da casa própria. E conseguir um lar não costuma ser fácil e, muitas vezes, requerem anos de financiamentos e espera para a entrega do tão sonhado imóvel.
No entanto, muitas vezes, nem tudo sai como o planejado. É comum os proprietários receberem o imóvel sem ter uma reserva para reformá-lo ou mobiliá-lo. Nesses casos, o que era um sonho pode acabar virando um pesadelo. Segundo o economista e professor do MBA Gestão de Riscos da Trevisan Escola de Negócios, Cláudio Gonçalves, nesses casos, o principal passo é realizar um planejamento. “O proprietário não pode agir por impulso ou empolgação e assumir novas dívidas, na euforia de se mudar”, explica Gonçalves.
Planeje sempre
O especialista ainda explica que, nos casos em que o proprietário já mora sozinho, ele deve aproveitar os móveis que tem e não adquirir mais dívidas, no impulso de comprar tudo novo. “As pessoa geralmente tem a ideia de casa nova tudo novo, mas esse é o primeiro passo para cair no endividamento. O indivíduo tem que ter consciência de que agora, além das prestações do financiamento, ele tem gastos com o condomínio, entre outras despesas”, avalia Gonçalves.
Fazer um planejamento anual, colocando no papel o quanto você ganha, o quanto sobra e o que é possível fazer com essa reserva.
Se o novo proprietário mora com os pais, ele também deve avaliar a possibilidade de alugar o imóvel por um período de um a dois anos, para juntar uma renda extra e ir adquirindo os móveis aos poucos.
Segundo imóvel
O economista explica que, nas situações em que o proprietário vendeu um imóvel para adquirir outro, ele deve reservar um fundo para a reforma do novo apartamento. Este também deve utilizar os móveis antigos e se livrar do pensamento: “casa nova, tudo novo”. A orientação é deixar para trocar os móveis futuramente e aos poucos, pois nessa fase de transição a última coisa que se deve fazer é assumir novas dívidas.
Todos os casos
Em todos os casos, o professor explica que os proprietários devem ter cautela, fazer um orçamento, se livrar do impulso e manter o pé no chão. Na hora de comprar os utensílios domésticos e, quando realmente for a hora de fazer isso, pesquise preços, opte por não terceirizar o serviço de decoração e tente você mesmo fazê-lo. Faça com que essa nova fase seja comemorada tanto na entrega do apartamento quanto na efetiva mudança.
Não tome decisões precipitadas, para que o sonho da casa própria não vire um pesadelo e, em menos de seis meses, por conta de endividamento e inadimplência, você tenha de pensar na hipótese de venda ou tenha de sair para alugar o imóvel. Rsse processo é muito mais frustrante. Também é fundamental fazer um planejamento anual, colocando no papel o quanto você ganha, o quanto sobra e o que é possível fazer com essa reserva.

Acessórios poderosos!


Abusar de peças diferenciadas para compor a decoração do banheiro é uma boa pedida. Combinadas da maneira correta, elas agregam sofisticação e beleza, além de tornar esse ambiente mais aconchegante
As cores têm lugar garantido, trazendo vida ao espaço.
Charmosos, intimistas e, claro, muito bonitos, os banheiros estão, cada vez mais, roubando a cena. E para conseguir compor efeitos que chamem a atenção das pessoas e tornem esse espaço mais interessante, profissionais da área apostam em peças diferenciadas e acessórios cheios de recursos.
Segundo as designers de interiores Ana Karina Chaves e Klazina Norden, da AK Interiores, independente do tamanho do banheiro, o que faz toda a diferença é o uso de acessórios. “Saboneteiras, papeleiras, porta-toalhas, lixeiras e potes acomodam e organizam o espaço deixando tudo sempre à mão. Além disso, esses itens dão vida ao ambiente e revelam, ainda, a personalidade do dono. Por meio da escolha desses objetos, é possível notar se o lugar segue uma linha clássica, contemporânea, rústica, casual etc.”, contam.
Todavia, esses elementos devem ser escolhidos em harmonia com a decoração do banheiro, como lembra a designer de interiores Iara Santos. “O objetos escolhidos para compor esse ambiente não devem bloquear ou dificultar o acesso a outros itens ou ocupar todo o espaço causando a sensação de desconforto”, salienta.  A profissional dá dicas de materiais. “Peças de acrílico e bem coloridas, como bandejinhas ou vasinhos de plantas pequenas ou raminhos naturais, são as melhores opções, assim, dá para diferençar esse cantinho com soluções simples!”, assegura. Hoje, o mercado oferece muitas opções, além do acrílico, há acessórios de resina, bambu, inox e madeira.
O espelho embeleza o espaço e a torneira é ideal para a cuba escolhida.
Ana Karina e Klazina destacam mais recursos para compor a decoração do banheiro: “O toalheiro deve ficar estrategicamente sempre ao alcance da mão. Já a torneira deve ser adequada ao tipo de cuba. Versáteis, os carrinhos volantes são boa pedida, pois ajudam, e muito, na organização. Outra ideia é o uso de um belo espelho. Esse item agrega funcionalidade e beleza. Para quem pode investir um pouco mais, o toalheiro térmico, que seca a toalha em até 30 minutos, mantendo-a quentinha, também é uma opção excelente”.
Para arrematar a decoração, que tal inserir um sofisticado lustre? Faz toda a diferença: torna o ambiente aconchegante, bem iluminado e cheio de charme!